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29 setembro, 2016

O Coração Denunciador (The Tell-Tale Heart) por Edgar Allan Poe

O Coração Denunciador (The Tell-Tale Heart) por Edgar Allan Poe
06 pgs

Esse é mais uma daquelas obras-primas do mestre do terror. Sem sombra de dúvida, nesse conto Poe consegue nos envolver na primeira a última palavra.

Aqui nós temos um narrador que se diz doente e extremamente nervoso, mas com uma audição perfeita e nenhum rastro de loucura. Ele mora com um senhor, já velhinho do qual diz amar muito, e apesar de nunca ter feito mal a ele tomou bronca do pobre coitado. Talvez seja pelo olho de abutre que tem, por conta de uma catarata, o olho cor azul-pálido lembra o olhar do animal.

Independente do motivo o narrador decidiu que mataria o velho e pronto. E durante uma semana inteira, ele foi o ser mais bondoso com o velho, mal sabia o pobre senhor que isso era o prenúncio de sua morte.

Imagem - Reprodução/Crypticcorridor

Durante esse tempo, ele espreitava o velho sempre à meia-noite. Por uma fresta via aquele olho, até que certa noite um raio de luz passou pela fenda e caiu direto no olho do "abutre". O terror do velho aumenta o seu batimento e o som do coração é audível. o velho morre. E a partir daí, só lendo.

Esse talvez seja um dos meus contos preferidos do autor. Não temos aqui uma história de terror propriamente dita, mas um suspense de tirar o fôlego em pouco mais de quatro páginas. 

O autor consegue de maneira magistral nos enredar na história, que em certo momento achei que também ouvia os batimentos cardíacos do pobre velho. O desenrolar do conto nos leva a um final no mínimo perfeito e surpreendente. 

Esse é mais um daqueles contos próprios pra quem tem receio de ler as obras do autor. Não é pra assustar, mas também não nos deixa indiferentes à leitura. E em poucas páginas é possível perceber o poder de narração do autor.

Esse post faz parte do Desafio 12 Meses de Poe criado pela Anna Costa.

12 agosto, 2016

O Escaravelho de Ouro por Edgar Allan Poe

O Escaravelho de Ouro por Edgar Allan Poe
38 pgs

O conto foi publicado pela primeira vez em 1843.

William Legrand é o que podemos chamar de caçador de tesouros. Ele mora isolado em uma ilha com seu servo e fiel escudeiro Júpiter. De tempo em tempos eles recebem a visitar de um amigo, que será nosso narrador nessa aventura. 

Certo dia ele encontra um artefato em forma de besouro, mais precisamente um escaraveljho de ouro. No auge da empolgação ele desenha essa descoberta pra o amigo, porém esse acha a imagem mais parecida com um crânio do que com um escaravelho. 

Tempos depois, o alucinado Legrand convence seu amigo a irem investigar um determinado ponto da ilha, onde ele acredita haver um tesouro escondido. Apesar de Júpiter e o narrador acharem que ele está louco, o acompanham nessa empreitada.

Aqui nós temos um conto mais longo que os anteriores, na edição que li ele tem 39 páginas, mas nem por isso menos interessante. Muito pelo contrário. O conto é bem estruturado e consegue prender a atenção do leitor do início ao fim da história. Diferente de outras obras de Poe, aqui nós não temos terror propriamente dito, mas algo mais próxima de uma caça ao tesouro. Uma verdadeira aventura que irá agradar apaixonados por Sherlock Holmes e Indiana Jones. 

Por ser um conto mais longo, o autor tem um tempo maior pra nos embrenhar em sua história e com isso nos tornamos quase íntimos de Legrand, acompanhando todo o seu empenho e crença na sua busca. Sentimos o carinho e atenção com que Júpiter acompanha o seu senhor, e temos o mesmo olhar cético do narrador. 

Sem dúvidas é mais uma obra primorosa desse mestre da literatura. Poe sabe usar as palavras e como ninguém consegue prender atenção do leitor até o final. Esse conto eu recomendo muito para aquelas pessoas que nunca o leram por receio de sua fama de mestre do terror. Não é isso que vemos aqui, mas sim uma aventura que tem seus mistérios, mas nada exatamente aterrorizante. 

Esse post faz parte do Desafio 12 Meses de Poe criado pela Anna Costa.

01 julho, 2016

O Enterro Prematuro por Edgar Allan Poe

E hoje tem mais #12 Meses de Poe, e o conto da vez é O Enterro Prematuro, que foi lançado pela primeira vez em 31 de Julho de 1844, na Dollar Newspaper Horror.

O Enterro Prematuro por Edgar Allan Poe
15 pgs

Aqui, o nosso narrador discorre sobre um dos maiores medos do ser humano, o de ser enterrado vivo. Hoje, sabe-se o exato minuto no qual o ser humano morre. Mas imagine-se há 1, 2 ou 3 séculos atrás, os recursos não eram os mesmos, logo é compreensível que tenham havido inúmeros casos de enterrados vivos ao longo da história.  Com o avanço da tecnologia, pode até parecer surreal pensar nisso.

Além disso, o nosso protagonista discorre sobre seus medos e sua doença: a catalepsia. Pra quem não conhece, é um mal que pode acometer o ser humano, onde suas funções vitais chegam a um nível tão baixo, que a pessoa parece realmente morta. 

Agora junte os relatos da época, a uma pessoa que tem um problema desses. Pronto, o estopim foi aceso. Todos os seus amigos sabem da sua situação, ele evita ir pra longe de sua casa ficando sempre nos arredores de lugares onde todos o conhecem, e chega ao ponto de encomendar um caixão com toda uma parafernalha, para que caso seja enterrado vivo, tenha recursos para pedir ajuda.

Imagem - Reprodução/Wikipédia

Até que certo dia, após voltar do seu estado cataléptico, ele percebe que foi enterrado vivo... 

O conto é curto, mas como em outros Poe consegue nos prender do início ao fim. Eu tenho claustrofobia, então esse é um tema meio complicado pra mim. Então, imagine no momento onde ele descreve os seus medos e angústiascomo me senti. Chegou a faltar ar em certos momentos. Mas não se assuste, não é uma história pesada, muito pelo contrário. É uma escrita leve e com um final perfeito, que nos leva a um momento de introspecção. 


Aqui Poe demonstra toda sua genialidade, nos levando do inferno ao céu em poucas páginas. Mais que recomendo a leitura desse conto. Supere seus medos e se aventure, se tiver coragem.

Esse post faz parte do Desafio 12 Meses de Poe criado pela Anna Costa.

30 maio, 2016

Revelação Mesmeriana de Edgar Allan Poe

O conto foi publicado pela primeira vez em Agosto de 1.844 no Columbian Lady´s and Gentleman´s Magazine

Revelação Mesmeruana por Edgar Allan Poe
08 pgs

"Aquilo que os homens tentam personificar na palavra ´pensamento´ é esta matéria em movimento."

A narrativa se incia com uma nota do tradutor que nos explica o que quer dizer "mesmerismo". Na obra original, da Barnes and Noble, não contamos com nenhum apêndice a esse respeito. Para saber mais sobre, acesse o site InfoEscola.


Seria algo muito próximo do que conhecemos como hipnose nos dias atuais, senão a mesma coisa. 

No início temos um protagonista que nos descreve o que é essa técnica, como ela se desenvolve e o que é esperado que aconteça com a pessoa magnetizada. Depois de um breve relato, ele diz que "é perda de tempo a tentativa de provar a eficácia da técnica", e nos conta sobre o Sr. Vankirk, alguém em que já aplica o método há algum tempo.

Esse homem, já acostumado aos meios utilizados veio a desenvolver uma percepção maior ao magnetismo. Há algum tempo vem sofrendo de tísica (tuberculose), porém o tratamento tem resultado em uma melhora dos efeitos mais angustiantes da doença. Certa noite, o Sr. Vankirk chama nosso narrador à sua cabeceira. E esse decide mais uma vez aplicar o conhecido método. 

A partir daí, a narração torna-se um diálogo, onde o nosso magnetizador questiona o doente acerca da vida, morte e Deus.

Mais uma vez, foi uma releitura. Não lembro ao certo quando, mas sei que o li ainda na adolescência. E como sempre digo, "nunca lemos o mesmo livro duas vezes". Dessa vez, com uma carga literária diferente, e me corrijam se for loucura de minha parte, mas encontrei ligação desse conto com O Livro dos Espíritos de Alan Kardec, que foi escrito quase 3 anos após a publicação desse conto. Como assim, você deve estar se perguntando. Pra quem não conhece, o livro citado é todo escrito em forma de perguntas e respostas, onde são abordados temas como: vida, morte e Deus (olha uma das relações aí). 

"Há dois corpos: o rudimentar e o completo, correspondendo às duas condições da lagarta e da borboleta. O que chamamos "morte" é apenas a dolorosa metamorfose. Nossa
atual encarnação é progressiva, preparatória, temporária. A futura é perfeita, final, imortal. A vida derradeira é o fim supremo."

Apesar de não seguir nenhuma religião, conheço o livro de Kardec e já li vários trechos. Muitos estudiosos tratam Poe como um visionário. Eu não sei ao certo como rotulá-lo, mas sem dúvida nenhuma ele era alguém à frente de seu tempo. 

Nessa época já se falava sobre espíritos e percepções extrasensoriais em diversos círculos, porém ele foi um pouco mais além, trazendo a discussão do que é Deus. E é exatamente nesse momento que eu fiz a conexão entre as duas obras. Pra ir um pouco mais além, o conto nos traz questionamentos sobre vidas em outros mundos, o que também é comum na obra de Kardec.

"Você fala de seres rudimentares. Há outros seres rudimentares e pensantes além do homem?"

Em resumo, não temos aqui um conto de terror ou suspense, mas um relato ficcional que aborda temas aos quais todos temos questionamentos. É Poe, logo recomendo fortemente pra todos, principalmente pra quem nunca leu nada dele por medo. Não se assuste, aqui você não encontrará fantasmas, ou outros serem do além, mas encontrará uma narrativa densa e que como em outras obras do autor dá margem pra diversos entendimentos. Não espere respostas prontas, mas tenha a certeza de que saíra com muitas perguntas.

Esse post faz parte do Desafio 12 Meses de Poe criado pela Anna Costa

11 maio, 2016

Morella de Edgar Allan Poe

Morella por Edgar Allan Poe
07 pgs

Esse conto foi publicado pela primeira vez em 1835 na 
Southern Literary Messenger. 

"Eis-me aqui."
                           pg 190

Nele conhecemos um narrador e sua companheira, Morella. Ela é uma mulher muito erudita, que dedica muito do seu tempo a estudar filósofos alemães como, Fichte e Schelling. Enquanto vê a deterioração de sua amada esposa, o nosso narrador a acompanha em seus estudos, fazendo disso um hábito seu também. 

Porém com o tempo o encanto que a esposa exercia sobre ele, parece definhar juntamente com o corpo da mesma. E é nesse momento que nosso taciturno narrador começa a desejar sua morte.
















Como em outros contos do autor, aqui encontramos uma mulher à beira morte e um homem atormentado pela sua existência. No decorrer do conto acompanhamos a angústia desse homem, que no início era um apaixonado pela esposa e tudo que dizia respeito a ela, e no final se viu desejando seu passamento. Por outro lado, vemos essa mulher, antes altiva e dona de si, definhar pouco a pouco.

"É uma felicidade maravilhar-se; - é uma felicidade sonhar."
                                                                                                                                                   pg 183

Nos primeiros parágrafos você pode até achar que está lendo um romance, tal o encantamento e dedicação que ele demonstra. Mas, ao passar das páginas tudo isso muda, de maneira tão radical e decisiva, que o leitor é transportado pra um universo turbulento do qual deseja sair, mas não consegue antes do final. 

Esse conto é um dos poucos que havia lido apenas uma vez anteriormente. E digo que nessa releitura ele me trouxe sentimentos dicotômicos, para os quais eu não estava preparada. Ao mesmo tempo que me encantei com a dedicação do narrador me senti enojada com seus desejos mórbidos. 


E o final, ah o final. É encantador ver como em poucas páginas (na edição que li são menos de 7), o autor consegue enredar o leitor em uma trama da qual é praticamente impossível se soltar antes do aterrador final. 

Se recomendo? Sem sombras de dúvida. Porém, antes que haja algum leitor desavisado, esse é um conto de terror, e dos bons, Daqueles que no final você se pega pensando: e se...

Esse post faz parte do Desafio 12 Meses de Poe criado pela Anna Costa

05 abril, 2016

Desafio 12 Meses de Poe

Aí você fala sobre um desafio em um post, e esquece de fazer um post específico pra ele. Pode isso? Claro que não, mas a gente dá um jeito e concerta. 

Acho que todos que acompanham o blog já perceberam que eu sou uma apaixonada por Edgar Allan Poe. Leio desde criança, e já reli inúmeras vezes tudo. Aí, quando vi o desafio que a Anna Costa propôs no seu blog, nem pensei duas vezes e aceitei de cara. 

O desafio consiste em ler um conto do Poe por mês, totalizando 12 contos no ano. 

Imagem - Reprodução/AnnaCosta
Março: Hop-Frog
Setembro: O Caixão Quadrangular
Outubro: Berenice
Novembro: Ligéia
Dezembro: O Retrato Oval

Pra conhecer mais detalhes e participar juntos com a gente, acesse o blog da Anna e as redes sociais. 

Excelente oportunidade pra conhecer a escrita do autor, e pros que já conhecem conversar com outras pessoas que estão unidas nesse desafio.

O Demônio da Perversidade de Edgar Allan Poe



O Demônio da Perversidade por Edgar Allan Poe
07 pgs

Sabe quando temos a impressão de que existe uma vozinha no pé do nosso ouvido dizendo "faça algo ou não faça"? Pois é, esse conto ficcional de Edgar Allan Poe, que foi publicado pela primeira vez em Julho de 1845 na Revista Graham, trata desses impulsos e o intitula de o Demônio da Perversidade. 

"Sob sua influência nós agimos pelo motivo de não devermos agir."

Imagem - Reprodução/Sobreomedo

É um conto bem curto mas com teor psicológico extremamente profundo. No início, um narrador que aparenta ser muito culto e bastante conhecedor de várias áreas de estudo, põe em pauta inúmeros questionamentos. Um deles é a frenologia (doutrina segundo a qual cada faculdade mental se localiza em uma parte do córtex cerebral e o tamanho de cada parte é diretamente proporcional ao desenvolvimento da faculdade correspondente), sobre a qual ele discursa nos primeiros parágrafos colocando em "xeque" os nossos impulsos.

"O impulso converte-se em desejo, o desejo em vontade, a vontade numa ânsia incontrolável, e a ânsia (para profundo remorso e mortificação de quem fala e num
desafio a todas as conseqüências) é satisfeita." 

Apesar de ter estudado 2 anos a disciplina de Psicologia na faculdade de Eudcação Física, não sou conhecedora do assunto, apenas uma curiosa. Mas é possível identificaar nesse conto uma repressão muito profunda que foi estudada mais tarde por Sigmund Freud. Ansiedade, angústia, conflitos internos, sentimentos opostos também são encontrados nessas poucas linhas.

"Chega o dia seguinte e com ela mais impaciente ansiedade de cumprir nosso dever, mas com todo esse aumento de ansiedade chega também um indefinível e positivamente
terrível, embora insondável, anseio extremo de adiamento. E quanto mais o tempo foge, mais força vai tomando esse anseio. A última hora para agir está iminente. Trememos à violência do conflito que se trava dentro de nós, entre o definido e o indefinido, entre a substância e a sombra. Mas se a contenda se prolonga a este ponto, é a sombra quem prevalece. Foi vã a nossa luta. O relógio bate e é o dobre de finados de nossa felicidade."

Diferente do início do conto, na segunda parte tomamos conhecimento de que o narrador está preso em uma cela, e ele nos conta angustiado o que o levou até aquele lugar. 

"E agora minha própria e casual auto-sugestão de que poderia ser bastante tolo para confessar o assassínio de que me tornara culpado me enfrentava como se fosse o
autêntico fantasma daquele a quem eu havia assinado a acenar-me com a morte."

Já havia lido esse conto mais de uma vez, mas devo confessar que não é uma leitura fácil, exatamente por ter esse início intangível. Como sempre recomendo Poe pra todos os leitores, mas quando chegar aqui leia-o com calma, mais de uma vez se for necessário. É algo bem profundo mas possível de entendimento. Mas se no final encontrar questionamentos sobre sua própria existência, não entre em pânico, talvez tenha sido exatamente esse o objetivo do autor.

Esse post faz parte do Desafio 12 Meses de Poe criado pela Anna Costa

04 janeiro, 2016

Flops e Metas

Flop deveria ser meu sobrenome. Motivos? Tiveram vários: mudança de cidade, trabalho novo, pós-graduação obrigatória, curso de idiomas, família, e mais um monte. Porém, nenhum deles é forte o suficiente pra justificar o não cumprimento de alguns objetivos, que eu mesma havia me imposto. 

Então, pra tentar mudar isso em 2016, decidi que não haverão metas, apenas projetos que terão início nesse ano. No vídeo eu explico tudo direitinho. Bora assistir?


Agora vamos aos projetos

1 - Terminar a leitura dos livros do Desafio Literário Skoob 2015.

Desafio Literário Skoob 2015

2 - Iniciar o projeto Brasil, Mostra Tuas Páginas.

Brasil, Mostra Tuas Páginas

Como podem ver, existem vários estados sem indicação. Se você conhecer algum escritor que tenha nascido nesses estados, por favor me avise, ficarei imensamente agradecida. 

3 - Enfim, conhecerei a história do famoso bruxinho em Lendo Harry Potter na Velhice. Calma, eu não sou velha, mas como tenho idade suficiente pra ser mãe do pessoal que leu quando ele foi lançado, então por que não?

Unboxing de Harry Potter 

4 - Pra desvendar um mistério do Universo, terá o projeto Relendo Paulo Coelho. Eu li todos os livros dele (com exceção de Adultério) e gostei muito. Porém, sempre vejo muitas pessoas torcendo o nariz, e como não entendo o porquê, vamos reler.

Imagem - Reprodução/Skoob

5 - Sim, vai ter mais um. Esse não entrou no vídeo porque eu só fiquei sabendo dele hoje pela manhã, quando tudo já estava pronto. Esse é um desafio pra esse ano, olha eu me contradizendo (tsc, tsc). Mas, esse é daqueles que eu cumprirei com o maior prazer. Trata-se de ler um conto do Edgar Allan Poe por mês. Ah, aí fica fácil. Eu amo Poe e já li toda sua obra, então vou aproveitar pra reler no original.

Imagem - Reprodução/Facebook

Eu vi esse projeto no blog Anna Costa. O post é bem bacana, e pra quem não tem nada do Poe, a Anna disponibilizou no Google Drive, um pasta com o material proposto (lembrando que a obra dele já é de domínio público).



Essas são as minhas edições. O Corvo, edição trilíngue da Editora Empíreo, The Complete Tales and Poems of Edgar Allan Poe da Barnes & Noble e Contos de Imaginação e Mistério da Editora Tordesilhas.

Então, chega de flop e bora ler e muito. Bom 2016 pra todos vocês!