30 junho, 2016

A Deusa de Anília e Outras Histórias por Cláudia Miqueloti

A Deusa de Anília e Outras Histórias por Cláudia Miqueloti
Litteris - 184 pgs

Como o nome já sugere, A Deusa de Anília e Outras Histórias, é um compilado de 5 contos do gênero fantasia. E são eles: 

A Deusa de Anília

Um terrível dragão aterroriza a ilha, Krisna Rimeriano precisará de toda sua determinação e coragem para salvar sua amada ilha e conquistar o coração do valente Negro.

A Maldição de Gohran

A cidadela de Manarga vive sob uma maldição imposta pelo terrível dragão Gohran. O jovem Menetto e seus companheiros precisam ser bem-sucedidos para que Manarga não desapareça.

Mielim e a Harpa Encantada

A harpa dourada foi roubada debaixo das orelhas pontudas dos Elfos de Lothuen. Bravos guerreiros saíram ao encalço do ladrão.

O Inferno de Razhenda

O Reino de Razhebda foi devastado por Cormedhor de Austrúcia, um mago ensandecido que vem se utilizando de seres humanos como cobaias para suas experiências.

Tremária e o Gigante da Montanha de Gelo

Uma terrível e monumental criatura está aterrorizando os viajantes que precisam cruzar a Montanha do Vento Cortante. Kagi, Dovan, Armando, Sáfio e a doce barda Jocelyn precisam urgentemente de um trabalho, pois seus bolsos estão vazio.


Eu sou uma apaixonada por livros de contos, de qualquer gênero. Normalmente são de leitura rápida e fluida, e caso não goste de algum conto, sempre tem outro que pode te agradar. Além disso, amo fantasia. Então foi bem fácil eu me adaptar a escrita da autora e me sentir imersa nos contos criados por ela. 

São cinco contos independentes, um não tem nenhuma ligação com o outro. Em cada um deles você adentra em um mundo totalmente novo, que está pedindo pra ser explorado. 

Muitas pessoas não curtem fantasia, pois é meio complicado pra quem não o costume com o gênero se identificar com personagens com nomes estranhos, mundos e hábitos completamente diferentes dos nossos. Aqui, apesar de ser fantasia, a leitura é fluida e dinâmica, Como não tem um aprofundamento muito grande nos universos, não é difícil se identificar com eles e nem com as personagens. Diferente de outros livros de fantasia, onde uma das preocupações é mostrar o ambiente novo pro leitor, aqui o foco são as relações interpessoais, e o que os motiva pra fazerem ou não algo. 


E isso foi bem interessante, mas confesso que gostaria de conhecer mais aqueles lugares, saber mais das personagens. Os contos são lineares, não consegui escolher um que fosse melhor que os outros, e também não encontrei nenhum que me desagradasse. 

Quanto a parte gráfica, o livro é bem bacana. A capa de André Siqueira, é uma das mais lindas que já vi. A diagramação é boa, e apesar de páginas brancas a leitura é confortável. Mas, infelizmente existem alguns erros de revisão, mas nada grave.

Sem dúvidas é um livro mais que recomendado pra fãs de fantasia, e pros que nunca leram, é um ótimo início.

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27 junho, 2016

Minha 1ª experiência com a TAG - Experiências Literárias

Imagem - Reprodução/Facebook

Para quem não conhece, a TAG - Experiências Literárias é um clube onde você faz uma assinatura e a cada mês recebe um livro diferente. Os livros são selecionados por pessoas do meio literário altamente gabaritadas. E sempre é uma surpresa. Eles dão algumas dicas de qual livro será o escolhido no decorrer do mês, na página do Facebook e no site, caso a pessoa já tenha esse livro, é possível trocá-lo antes do envio. 

Mas vamos falar da minha experiência. Já conhecia a empresa praticamente desde sua abertura, fui uma das primeiras pessoas a curtir a página no Facebook, mas até então não havia me animado o suficiente pra arriscar. Sempre tive medo de não gostar da obra, ou achar que paguei caro demais por ela, pois a assinatura custa R$ 69,90, o que não é pouca coisa.

Mas a curiosidade me venceu no último mês e me arrisquei. Apesar de ler todas as dicas que eles forneceram, não fazia a menor ideia do livro que receberia, e isso me deixou mega ansiosa. 


Aí, no último dia 20 chega a caixa misteriosa.


Pronto, acabou-se o mistério. Caixa aberta, eu já podia descobrir tudo que estava lá dentro.


Veio de mino um copo, e infelizmente as imagens não mostram o quão bonito ele é. A ilustração é do artista visual e designer gráfico Tiago Berao. E a imagem representa Fiona Maye, protagonista da obra. 


Vamos ao livro. O escolhido da vez foi A Balada de Adam Henry por Ian McEwan, eu não conhecia nem o escritor nem a obra, mas gostei da surpresa. E o livro vem dentro dessa caixinha linda.


Além do livro, vem uma revista que dentre várias outras informações, conta um pouquinho sobre a obra. 


Como foi minha 1ª experiência, eu recebi uma cartinha de boas-vindas.


Mas vamos aos finalmentes. É uma experiência interessante, eu por exemplo não consegui descobrir de maneira nenhuma qual era o livro, mas ainda bem que foi uma boa surpresa. O mimo é uma graça, talvez um dos mais bonitos de todos que já vi. A empresa é extremamente cuidadosa, não há como negar que eles se esmeram tanto pra cumprir o prazo de entrega quanto na qualidade do material. 

No geral, foi uma experiência muito boa. 

Porém, algo que não me agrada totalmente é o fato de não sabermos o que virá. Você tanto pode amar quanto odiar. Outro fator importante é o valor. Se fizermos uma conta básica, com R$ 69,90 podemos comprar mais de um livro por mês. O livro dessa caixinha custa entre R$ 30,30 e R$ 34,99, segundo o Skoob. Logo, com o valor da assinatura seria possível comprar 2 livros. 

Mas no final das contas, mesmo com esses detalhes eu gostei da experiência, e já me arrisquei novamente. Agora é esperar.

21 junho, 2016

Divulgação DarkSide Books - O Menino que Desenhava Monstros

Quem nunca desenhou um monstrinho na infância que atire a primeira pedra. 


O Menino que Desenhava Monstros por Keith Donohue

Todos já desenharam monstros na infância, mas poucos conseguiram dar vida a eles. Keith Donohue escreve histórias realmente assustadoras. Não aquelas com sangue por todos os lados ou sustos premeditados para fazer o leitor pular da cama. O horror está nas sutilezas que são capazes de fazer a pele formigar e nos dar a certeza de que estamos diariamente interagindo com o sobrenatural.

Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.


Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.

Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas. 

Um livro para fazer você fechar as cortinas e conferir se não há nada embaixo da cama antes de dormir. O Menino que Desenhava Monstros receberá o tratamento monstruoso já conhecido pelos leitores da DarkSide® em 2016. A história também ganhará uma adaptação para os cinemas, dirigida por ninguém menos que James Wan, o diretor de Jogos Mortais e Invocação do Mal.

Foto - Reprodução/keithdonohue
Keith Donohue é o autor do best-seller The Stolen Child, além de The Angels of Destruction e Centuries of June. Seus livros já foram traduzidos para mais de doze idiomas. O Menino que desenhava Monstros chamou tanto a atenção do público que rapidamente teve seus direitos vendidos para o cinema. O autor, que tem Ph.D. em Inglês pela Catholic University of America, vive em Maryland. Saiba mais em keithdonohue.com.




Ficha Técnica
Título - O Menino que Desenhava Monstros
Autor - Keith Donohue
Tradutor - Cláudia Guimarães
Editora - DarkSide®
Edição - 1a
Idioma -  Português
Especificações - 260 páginas (estimadas), Limited Edition (capa dura)
Dimensões - 16 x 23 cm



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12 junho, 2016

Amor de Cordel por Andrea Marques

Amor de Cordel por Andrea Marques 
Pandorga - 398 pgs

Carolina é uma mulher moderna e independente. Trabalha como terapeuta ocupacional, e ama o que faz. Ela exerce a função em dois locais: um hospital público e uma clínica particular. Casada há mais de uma década com Miguel, apesar de não terem filhos, considera-se uma mulher feliz e realizada. Até que um dia, seu mundo vem abaixo quando seu marido pede a separação pois está apaixonado por outra mulher.

Depois do baque inicial, Carolina consegue se reerguer e começa uma nova vida. Dentre algumas decisões pra essa nova fase, ela risca da sua lista a de encontrar um novo amor. Então dedica-se de corpo e alma ao seu trabalho, as adaptações ao novo estilo de vida, ao ballet, atividade nova pela qual se apaixona e segue em frente. Até que conhece Alexandre, e tudo muda.

Antes de mais nada, vou contar uma história. Não sou fã de romances. Imagino que agora você se pergunta: "como isso?, "se ela não gosta, como lê?" "e como vai falar de um livro de romance se não gosta de romance"? Pois é. Não sou romântica, nunca fui e isso influencia diretamente no meu gosto literário. Mas acho que por mais que não gostemos de um gênero, o bom leitor deve se aventurar e sair da sua zona de conforto. Com esse propósito na cabeça, nem pensei duas vezes quando meu foi oferecida a leitura desse livro pela Lilian Comunica. Li a sinopse por alto e achei que ia de encontro com o que eu tinha proposto pra mim.

Aí é o momento onde o queixo vai ao chão... EU ADOREI O LIVRO!

Sim senhoras e senhores, a pessoa que vos fala gostou de um romance. Então, vamos aos detalhes. 


Me identifiquei muito com a protagonista, e isso foi muito bacana. Diferente de outros livros que havia lido anteriormente, Carolina é uma mulher mais madura, com 38 anos no início da história, idade próxima da minha. Fora isso, ela mora em cidade diferente da família, trabalha na área da saúde, e se apaixona por alguém mais novo que ela. Muita coincidência pra uma história só.

Além desses detalhes, a autora durante a narrativa, toca em vários assuntos delicados. Carolina quando vai morar sozinha, conhece seus vizinhos Lucas e Gustavo, que são um casal de homossexuais. Eles moram juntos há um bom tempo, e a protagonista presencia momentos onde eles sofrem discriminação por parte de vizinhos, chegando até a agressões físicas. Além desse, também são abordados assuntos como saúde pública, agressão a mulher, assédio, entre outros. É claro que todos são abordados de maneira superficial, afinal seria quase impossível se aprofundar em cada um deles durante essa obra. Porém, gostei demais dessa abordagem, isso traz a personagem pra mais perto do leitor, a torna mais verossímel.

O livro é narrado em 1ª pessoa, o que normalmente não me agrada muito. Não gosto de ver a história através de um único ponto de vista, mas a autora soube caminhar tão bem com a narrativa, que eu amei ver o mundo através dos olhos da Carol. Outro fato, o livro é extremamente detalhado, mas a leitura não se torna cansativa por isso, muito pelo contrário, é muito fluida e agradável.

A autora, é terapeuta ocupacional, o que torna todos os detalhes que a Carol nos conta mais interessantes ainda. Confesso que, apesar de ser formada na área da saúde, não tinha muito conhecimento sobre essa profissão. Mas fiquei encantada com cada detalhe. 


Mas como nem tudo são flores na vida, existiram alguns pontos que não me agradaram por completo. O clichê, ah, o clichê. Sim, aqui existe e não, definitivamente não gosto dessa ideia. Alexandre é o típico príncipe encantado: bonito, forte e rico, e Carolina uma moça delicada e frágil, apesar de experiente. Outra coisa, o mocinho me passou a imagem de extremamente possessivo. Pra quem nunca passou por um relacionamento assim, pode até achar bacana, mas eu detestei ele. Vivi algo assim, e me sentia oprimida, e não feliz e amada. E Carolina, apesar de madura, demonstra muita insegurança. No decorrer da narrativa isso não me incomodou no geral, mas próximo ao fim do livro acontece um fato onde a insegurança dela alcança um nível estratosférico, e nesse momento fiquei um pouco cansada. Outro ponto, as personagens não mudam em nada esses traços no decorrer da trama toda. Gostaria que, mesmo que fosse bem sutil, tivesse existido uma evolução. 

Quanto a parte gráfica, o livro é impecável. A capa é belíssima, a diagramação também é muito boa, só um pequeno adendo quanto a revisão, pois existem alguns poucos erros na obra, mas existem. 

Tirando esses pequenos detalhes, eu fiquei completamente apaixonada pela história, pelas personagens, pela ambientação. Confesso, que quando chegou no final, eu fiquei com um gostinho de quero mais. 

E enfim, posso dizer com segurança, que eu gosto de romances também.

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06 junho, 2016

Divulgação - Lançamento Os Condenados de Andrew Pyper

E sim, temos mais novidades da caveirinha mais amada do Brasil. No final do mês de Junho chegará nas prateleiras de todas as livrarias do país, mais um livro do premiado autor de O Demonologista, Andrew Pyper.


Os Condenados por Andrew Pyper

"Nesse romance a vida após a morte é algo muito real Danny Orchard conseguiu enganar a morte e ganhou uma segunda chance para viver. Só que ele não voltou do inferno sozinho. Em Os Condenados, Andrew Pyper, autor do fenômeno O Demonologista, explora as conexões de amor e ódio entre irmãos gêmeos, numa história sobrenatural digna de pesadelos.
Danny passou por uma experiência de quase-morte em um incêndio há mais de vinte anos. Sua irmã gêmea, Ashleigh, não teve a mesma sorte. Danny conseguiu transformar sua tragédia pessoal em um livro que se tornaria um grande best-seller. Ainda que isso não signifique que ele tenha conseguido superar a morte da irmã. Claro, ela nunca mais o deixaria em paz.
Mesmo depois de morta, Ash continua sendo uma garota vingativa e egoísta, como sempre. Mas agora que seu irmão finalmente tenta levar uma vida normal, ela se torna cada vez mais possessiva. Danny parece condenado à solidão. Qualquer chance de felicidade é destruída pelo fantasma de seu passado, e se aproximar de outras pessoas significa colocá-las em risco."



Os Condenados é o segundo lançamento de Andrew Pyper pela DarkSide® Books. O autor, presente em diversas listas de mais vendidos em todo o mundo, foi consagrado por uma nova geração de leitores brasileiros, que fizeram O Demonologista ser uma das melhores surpresas em 2015. E agora Pyper promete incendiar novamente o mercado com este asfixiante thriller psicológico. Os direitos para o cinema de Os Condenados foram adquiridos pela Legendary Pictures, responsável por 300, pela Trilogia do Batman de Christopher Nolan e pelos projetos mais recente de Guilhermo Del Toro. Respire fundo.



Andrew Pyper (1968) é o autor de O Demonologista, livro publicado pela DarkSide® Books em 2015 que entrou nas principais listas de Livros Mais Vendidos no Brasil. Três romances de Andrew, incluindo O Demonologista e Os Condenados, estão sendo adaptados para o cinema. Saiba mais em andrewpyper.com.

Ficha Técnica
Título - Os Condenados
Autor - Andrew Pyper
Tradutor - Cláudia Guimarães
Editora - DarkSide®
Edição - 1a
Idioma - Português
Especificações - 336 páginas
Dimensões - 14 x 21 cm
ISBN - 978-85-9454-003-4

O livro já está em pré-venda na Amazon e Submarino.

30 maio, 2016

Revelação Mesmeriana de Edgar Allan Poe

O conto foi publicado pela primeira vez em Agosto de 1.844 no Columbian Lady´s and Gentleman´s Magazine

Revelação Mesmeruana por Edgar Allan Poe
08 pgs

"Aquilo que os homens tentam personificar na palavra ´pensamento´ é esta matéria em movimento."

A narrativa se incia com uma nota do tradutor que nos explica o que quer dizer "mesmerismo". Na obra original, da Barnes and Noble, não contamos com nenhum apêndice a esse respeito. Para saber mais sobre, acesse o site InfoEscola.


Seria algo muito próximo do que conhecemos como hipnose nos dias atuais, senão a mesma coisa. 

No início temos um protagonista que nos descreve o que é essa técnica, como ela se desenvolve e o que é esperado que aconteça com a pessoa magnetizada. Depois de um breve relato, ele diz que "é perda de tempo a tentativa de provar a eficácia da técnica", e nos conta sobre o Sr. Vankirk, alguém em que já aplica o método há algum tempo.

Esse homem, já acostumado aos meios utilizados veio a desenvolver uma percepção maior ao magnetismo. Há algum tempo vem sofrendo de tísica (tuberculose), porém o tratamento tem resultado em uma melhora dos efeitos mais angustiantes da doença. Certa noite, o Sr. Vankirk chama nosso narrador à sua cabeceira. E esse decide mais uma vez aplicar o conhecido método. 

A partir daí, a narração torna-se um diálogo, onde o nosso magnetizador questiona o doente acerca da vida, morte e Deus.

Mais uma vez, foi uma releitura. Não lembro ao certo quando, mas sei que o li ainda na adolescência. E como sempre digo, "nunca lemos o mesmo livro duas vezes". Dessa vez, com uma carga literária diferente, e me corrijam se for loucura de minha parte, mas encontrei ligação desse conto com O Livro dos Espíritos de Alan Kardec, que foi escrito quase 3 anos após a publicação desse conto. Como assim, você deve estar se perguntando. Pra quem não conhece, o livro citado é todo escrito em forma de perguntas e respostas, onde são abordados temas como: vida, morte e Deus (olha uma das relações aí). 

"Há dois corpos: o rudimentar e o completo, correspondendo às duas condições da lagarta e da borboleta. O que chamamos "morte" é apenas a dolorosa metamorfose. Nossa
atual encarnação é progressiva, preparatória, temporária. A futura é perfeita, final, imortal. A vida derradeira é o fim supremo."

Apesar de não seguir nenhuma religião, conheço o livro de Kardec e já li vários trechos. Muitos estudiosos tratam Poe como um visionário. Eu não sei ao certo como rotulá-lo, mas sem dúvida nenhuma ele era alguém à frente de seu tempo. 

Nessa época já se falava sobre espíritos e percepções extrasensoriais em diversos círculos, porém ele foi um pouco mais além, trazendo a discussão do que é Deus. E é exatamente nesse momento que eu fiz a conexão entre as duas obras. Pra ir um pouco mais além, o conto nos traz questionamentos sobre vidas em outros mundos, o que também é comum na obra de Kardec.

"Você fala de seres rudimentares. Há outros seres rudimentares e pensantes além do homem?"

Em resumo, não temos aqui um conto de terror ou suspense, mas um relato ficcional que aborda temas aos quais todos temos questionamentos. É Poe, logo recomendo fortemente pra todos, principalmente pra quem nunca leu nada dele por medo. Não se assuste, aqui você não encontrará fantasmas, ou outros serem do além, mas encontrará uma narrativa densa e que como em outras obras do autor dá margem pra diversos entendimentos. Não espere respostas prontas, mas tenha a certeza de que saíra com muitas perguntas.

Esse post faz parte do Desafio 12 Meses de Poe criado pela Anna Costa

29 maio, 2016

Seleção para antologia O Último Gargalo de Gaia


Gosta de escrever e não sabia onde ou como publicar seu conto? Ele se encaixa nos gêneros distopia, steampunk ou dias finais? Pronto, a Editora Lendari traz uma oportunidade fantástica pra você. 

SINOPSE

"Se há tantos planetas com condições similares às da Terra em todo o Universo, possibilitando, portanto, o surgimento da vida – inclusive da vida inteligente –, onde estão os outros? Tal questão foi seriamente levantada por volta de 1950 pelo físico Enrico Fermi, enquanto discutia com outros cientistas sobre o aparente paradoxo, que veio a ser conhecido como Paradoxo de Fermi. Mais tarde, nos anos 60, o astrônomo Frank Drake propôs uma complexa equação matemática – chamada, posteriormente, de Equação de Drake – que objetivava encontrar um modo de avaliar as possibilidades relacionadas com a existência ou não da vida alienígena.

Anos mais tarde, sem que a comunidade científica internacional chegasse a uma conclusão, alguns pesquisadores especularam possíveis soluções ao paradoxo. Um deles, Robin Hanson, propôs que, na verdade, havia algum tipo de obstáculo que impedia, em algum momento, que a vida se desenvolvesse além de um certo estágio – proposição atualmente rotulada de Hipótese do Grande Filtro. Mas qual seria este estágio – ou estágios? Eles realmente existem? Se existem, são naturais? Se são naturais, a Terra precisou superá-los para estarmos aqui?

É aí que surge uma outra via: a Hipótese do Gargalo de Gaia. Os pesquisadores desta linha de pensamento acreditam que, na verdade, a própria vida, em seu início, seja tão frágil que as próprias condições instáveis de seus planetas sejam as responsáveis por sua extinção. Há indícios de que Marte e Vênus, por exemplo, tenham sido palcos ideais para a formação da vida, mas hoje não passam de cenários desolados, estéreis e mortos. Mas ninguém garante, afinal, que o último gargalo precise vir, necessariamente, nos primeiros estágios da vida. Ele pode aparecer sem aviso, quando a vida está em plenamente desenvolvida, com seres inteligentes e certos de sua imortalidade enquanto espécie.

Mas, ao contrário do que pode parecer, a existência de vida alienígena não é o tema principal de O último Gargalo de Gaia: distopias, steampunk e dias finais. Esta obra, na realidade, trata das mil e uma possibilidades de extinção em massa da vida na Terra – seja por motivações naturais, aparentemente naturais ou deliberadamente artificiais. Com diferentes visões, que incluem a apresentação de passados alternativos e suas tecnologias impossíveis, distopias apocalípticas e até mesmo dramas que abordam questões filosóficas, os autores desta antologia de ficção científica trazem para o leitor os diferentes nomes e características dos gargalos que, finalmente, calarão nosso sopro existencial.

Até que, outra vez, em outra parte distante do Cosmos, a vida volte a florescer."



Dados do livro

Título - O último Gargalo de Gaia: distopias, steampunk e dias finais
Organizador - Mário Bentes
Capa - Marina Ávila
Editora - Lendari
Ano - 2016
ISBN (e-book) - 978-85-69243-07-6

A Editora Lendari prorroga prazo de envio de originais para sua primeira antologia de ficção científica A editora Lendari anunciou, no dia último dia, que vai prorrogar até o dia 30 de junho o prazo final para que escritores possam enviar originais para participar da seleção à antologia O Último Gargalo de Gaia: distopias, steampunk e dias finais. O prazo original se encerraria no dia 31 de maio.

O escritor Mário Bentes, que organiza a obra, afirma que a prorrogação do prazo acontece para dar oportunidade a autores que tomaram conhecimento do edital há pouco tempo. “Temos material suficiente para encerrar a inscrição dentro do prazo previsto, mas optamos por abrir esta oportunidade até porque recebemos muitos pedidos”, afirma Bentes.

A obra promete seguir a linha de filmes como Interestellar (2014), de Christopher Nolan, Melancholia (2011), de Lars von Trier, e o clássico Contato (1997), filme de Robert Zemeckis baseado no livro homônimo de Carl Sagan.

De acordo com Bentes, a ideia é usar a ficção científica apenas como pano de fundo para narrativas dramáticas ou de cunho filosófico e existencial. A ideia é que a obra reúna contos que tratem de extinção em massa no planeta ao mesmo tempo em que questionem o papel do ser humano sobre o mistério da vida no Universo.

Além disso, a antologia evoca um dos sentidos metafóricos possíveis na canção ‘Starman’, de David Bowie (1947-2016), lançada em 1972 no single ‘The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars’. A música chegou a ter uma versão nacional escrita e gravada pela banda Nenhum de Nós, com o título ‘O astronauta de mármore’, de 1989.

As inscrições iniciaram no dia 15 de fevereiro, por meio de seu site (http://www.lendari.com.br/o-ultimo-gargalo-de-gaia/). Podem participar autores brasileiros, natos ou naturalizados, e maiores de 18 anos. Cada autor interessado poderá submeter até três contos, todos com tamanho mínimo de cinco e máximo de dez páginas.

Os autores também vão precisar pagar uma taxa de R$ 20 para cada original enviado, valores que, de acordo com a editora, vão arcar com os custos de leitura crítica e posterior edição e revisão do material eventualmente aprovado. O resultado da fase de seleção também será alterado, passando para 15 de julho de 2016, no próprio site da Editora Lendari.

Sua obra tem esse perfil? Então, bora se inscrever.