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07 outubro, 2015

Conto Leprechaun do Clayton de la Vie


Merry Christmas - Contos Natalinos por Vários
Independente
Bem, o livro é uma antologia de contos natalinos que será lançado em breve, então calma. Eu li apenas um conto, o "Leprechaun" do Clayton de la Vie. Dia 25 de Dezembro normalmente é uma data festiva, onde todos estão felizes, cheios de desejos e esperanças. Mas não em Caieiras. Lá acontecem coisas estranhas na véspera do Natal. Há muitos e muitos anos o senhor Leprechaun, conhecido guardião de tesouros, decidiu se aventurar lá pros lados do Pólo Norte, e foi escravizado por um homem gordo e alto. Esse homem obrigava o pobre protagonista a confeccionar brinquedos para que fossem distribuídos às crianças que se comportassem. Ops, pera lá. Homem gordo, alto, que mora no Pólo Norte, só pode ser... não, não pode, ele jamais escravizaria alguém. Pois é ele mesmo, pasmem. O nosso doce e querido Papai Noel, aqui é totalmente desconstruído, e torna-se de certa forma um ser "mau". Após alguns anos o Leprechaun consegue fugir, porém quando chega à sua terra natal descobre que alguém roubou seu tesouro. Desconfiado do Papai Noel, ele decide se vingar. E de lá pra cá, as vésperas natalinas nunca mais foram as mesmas na cidade de Caieiras. O conto é curto, mas a história é repleta de nuances. Então não posso me prolongar na sinopse, pois a chance de soltar spoiller é enorme. E o mais legal dessa história, e ir acompanhando aos poucos, entendendo as situações junto com as personagens. A narrativa é fluida e envolvente do início ao fim. O escritor consegue desconstruir arquétipos, e reconstruí-los de maneira verossímil. Você "compra" a ideia daquela personagem ser daquele jeito, e o mais louco de tudo, você gosta. Eu não sou das maiores fãs de livros natalinos, ou filmes, ou qualquer outra coisa que o valha. Acho que tudo é muito parecido, e por isso não me chamam a atenção. Mas esse conto, não só me chamou a atenção, como entrou pra minha lista de contos prediletos. Exatamente, por trazer essa visão diferente. Mas preciso confessar: quando cheguei ao final da leitura, não achei que era o fim, fui procurar uma outra página, a continuação. Vamos entender. O conto tem começo, meio e fim bem definidos, porém EU queria mais. Eu me apeguei a história e queria mais informações. Mas era o fim e ponto. Pra quem não tem medo de ver seus heróis com outras roupagens, se solta nesse conto. Agora, se você é daqueles que acha que nada pode ser mudado, talvez se agrade muito da história, mas mesmo assim eu recomendo a leitura. É sempre bom abrir a mente pro novo.