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07 janeiro, 2016

Primeiras impressões - Beije Minha Bunda, Perfil de um Assassino de Clayton de la Vie

Livro - Beije Minha Bunda, Perfil de um Assassino
Autor - Clayton de la Vie
Editora - Percurso

Pietro Horn Bartzen e Mary Robinson formam um casal como tantos outros que existem por aí. Juntos há muitos anos, já não são mais os mesmos do início do relacionamento. Ele tornou-se um homem agressivo e amargo e ela, apenas aceita a situação e tenta contornar os problemas. Dessa relação nasceram 5 filhos, o mais velho levou o nome do pai: Pietro Stanley Bartzen Jr.

Ele foi uma criança com problemas de saúde além de sofrer bullying no colégio, mas sempre sonhou conquistar a admiração do pai. Pra sua infelicidade, além de todos os outros problemas, Pietro era constantemente agredido pelo pai. O pai nunca demonstrava nenhum tipo de afeto, absolutamente nada. Apenas palavras amargas e agressões.

Mesmo com todos esses percalços ele tem bons amigos, e um deles é Richard. Com o tempo, o que era só uma amizade torna-se algo muito maior, e Pietro percebe que está apaixonado por Rick, e o melhor de tudo, o sentimento é recíproco. Seguem-se dias mais amenos e felizes. E pela primeira vez o seu pai demonstra algo. Reconhecendo que ele se tornou um bom homem, presenteia-o com um carro, mas Pietro deve pagar as prestações. São tantas coisas ao mesmo tempo que ele se esquece do compromisso, e o pai confisca o carro. Quando consegue pegá-lo de volta, foge. Indo parar em Madre de La Torre e conseguindo um emprego em uma funerária.


Eu sempre digo que um livro prende a gente nas primeiras palavras. E aqui aconteceu exatamente isso.

O autor consegue descrever as personagens com poucas palavras, mas de tal maneira que é como se eu os conhecesse pessoalmente. O ambiente descrito é assustador e opressor. As situações pelas quais Pietro passa, são no mínimo indigestas.  Mas, Clayton consegue prender a atenção do leitor da primeira a última linha. Eu me senti de certa maneira mal quando lia as descrições de agressão, mas eu queria mais. Não que o protagonista fosse agredido, mas queria conhecer mais a história, saber mais dessa família, os reais motivos pra que essas coisas acontecessem.  Me peguei ansiosa em saber o que vinha pela frente,  ah... e como gosto disso.


Infelizmente, ainda não li a história inteira, mas por essas poucas páginas, posso dizer que é uma narrativa fluida e direta, o autor te conta a história como ela é, sem meias palavras. Outro ponto forte: eu me senti fazendo parte da história, sofri junto com o protagonista, senti a dor da mãe e o amor pelo amigo.

Sei que são apenas poucas páginas, mas como disse anteriormente: o livro pega a gente no início, e esse me pegou. Agora sigo em desespero até conhecer o restante da história.

Leia também o primeiro capítulo.