Autor - Clayton de la Vie
Editora - Percurso
Pietro Horn Bartzen
e Mary Robinson formam um casal como tantos outros que existem por aí. Juntos
há muitos anos, já não são mais os mesmos do início do relacionamento. Ele
tornou-se um homem agressivo e amargo e ela, apenas aceita a situação e tenta
contornar os problemas. Dessa relação nasceram 5 filhos, o mais velho levou o
nome do pai: Pietro Stanley Bartzen Jr.
Ele foi uma criança
com problemas de saúde além de sofrer bullying no colégio, mas sempre sonhou
conquistar a admiração do pai. Pra sua infelicidade, além de todos os
outros problemas, Pietro era constantemente agredido pelo pai. O pai nunca
demonstrava nenhum tipo de afeto, absolutamente nada. Apenas palavras amargas e
agressões.
Mesmo com todos
esses percalços ele tem bons amigos, e um deles é Richard. Com o tempo, o que
era só uma amizade torna-se algo muito maior, e Pietro percebe que está
apaixonado por Rick, e o melhor de tudo, o sentimento é recíproco. Seguem-se
dias mais amenos e felizes. E pela primeira vez o seu pai demonstra algo. Reconhecendo
que ele se tornou um bom homem, presenteia-o com um carro, mas Pietro deve
pagar as prestações. São tantas coisas ao mesmo tempo que ele se esquece do
compromisso, e o pai confisca o carro. Quando consegue pegá-lo de volta, foge. Indo
parar em Madre de La Torre e conseguindo um emprego em uma funerária.
Eu sempre digo que
um livro prende a gente nas primeiras palavras. E aqui aconteceu exatamente
isso.
O autor consegue
descrever as personagens com poucas palavras, mas de tal maneira que é como se
eu os conhecesse pessoalmente. O ambiente descrito é assustador e opressor. As
situações pelas quais Pietro passa, são no mínimo indigestas. Mas, Clayton consegue prender a atenção do
leitor da primeira a última linha. Eu me senti de certa maneira mal quando lia
as descrições de agressão, mas eu queria mais. Não que o protagonista fosse
agredido, mas queria conhecer mais a história, saber mais dessa família, os
reais motivos pra que essas coisas acontecessem. Me peguei ansiosa em saber o que vinha pela
frente, ah... e como gosto disso.
Infelizmente, ainda
não li a história inteira, mas por essas poucas páginas, posso dizer que é uma
narrativa fluida e direta, o autor te conta a história como ela é, sem meias
palavras. Outro ponto forte: eu me senti fazendo parte da história, sofri junto
com o protagonista, senti a dor da mãe e o amor pelo amigo.
Sei que são apenas
poucas páginas, mas como disse anteriormente: o livro pega a gente no início, e esse me pegou. Agora sigo em desespero até conhecer o restante da história.
Leia também o primeiro capítulo.


