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21 setembro, 2015

The Game - volume 1 de Anders De La Motte

Trilogia The Game (O Jogo) - volume 1 (Geim)
por Anders De La Motte (Mariana Moreira Matias e Alexandre Matias)
DarkSide Books - 266 pgs

Durante uma viagem de trem, você olha pro lado e vê um celular numa poltrona. Como aparentemente alguém esqueceu ele por lá, você decide pegá-lo Não consegue identificar o modelo e marca, mas parece ser um desses de última geração. De repente, aparece um texto na tela: "Quer jogar? SIM / NÃO".

E aí, o que você faz?

A história do livro se inicia exatamente assim. HP, encontra um celular em uma viagem de trem, pega-o e após algum tempo essa mensagem aparece. Não é a resposta, porém a mensagem aparece novamente. E mais uma vez a resposta é NÃO. A mensagem insistentemente torna a aparecer, e a resposta é sempre a mesma, NÃO. Afinal, seu único objetivo com o aparelho é vendê-lo e conseguir algum dinheiro. Até que chega uma nova mensagem: "Quer jogar, Henrik Pettersson?"

Como assim? Quem ali dentro o conhecia? Que brincadeira era aquela? Depois de um tempo ele teve a certeza que era realmente uma brincadeira elabora pelo seu amigo Manga, e decidiu entrar no jogo.

Em outro ponto temos Rebecca Normém, que trabalha como guarda-costas no serviço de segurança da Suécia. Ela nos é apresentada no momento em que precisa acompanhar a Ministra da Integração em uma visita. Trabalho aparentemente fácil, corriqueiro. Porém, em certo momento um grupo de pessoas se aproxima deles com cartazes e palavras de ordem. Rebecca  consegue proteger a ministra e a si, o que lhe rende uma promoção.

É preciso dizer antes de mais nada, que o início do livro é de tirar o fôlego. É digno de um filme de ação com A maiúsculo.

O livro é narrado em 3ª pessoa, o que é excelente, pois temos uma visão abrangente da história. Mas, aqui nada é "de graça". Você vai tomando conhecimento dos acontecimentos e de suas motivações, em doses homeopáticas. A cada capítulo entendemos um pouco mais sobre tudo o que está acontecendo. e tem muita coisa por traz do plot principal. Relações conturbadas, segredos há muito tempo escondidos, ou não resolvidos devidamente e teorias da conspiração

O autor consegue segurar a atenção do leitor o tempo todo. Quando não estamos envolvidos em alguma perseguição, estamos tentando entender ou adivinhar o que vai acontecer nas páginas seguintes. É uma leitura fluida e extremamente dinâmica, com uma linguagem atual e repleta de referências à cultura pop.

Anders De La Motte foi oficial de polícia e diretor de segurança de uma das maiores companhias de TI do mundo. Com certeza ele levou essa experiência pro livro, pois no decorrer da leitura, por diversas vezes é possível nos questionarmos sobre o que postamos nas redes sociais, o que compartilhamos ou o que pesquisamos. Quem realmente tem acesso a tudo isso? E o pior de tudo, o que podem fazer com essas informações?  

A edição do livro é primorosa, como outras publicações da editora. Capa dura, o que já é a marca registrada da DarkSide, impressão em papel pólen de alta qualidade, folha de guarda e rosto coloridas e/ou ilustradas, marca página em formato de celular. 


Marca página

Porém eu encontrei alguns erros, que não sei dizer se são de revisão ou tradução. Algumas frases me soaram estranhas, como:

"A terceira tentativa, e agora já ela sabia muito bem como as táticas dele funcionavam."
14º parágrafo - pg 51

"Culpe de ter de acordar cedo, como ela sempre fez."
1º parágrafo - pg 71
"...fizeram-no pensar que era alguém apenas para puxar o tapete de debaixo dele."
16º parágrafo - pg 110

Ou, como na nota de rodapé da página 165, onde além de duas palavras estarem juntas, tem um erro de alinhamento.


Não sou especialista em Língua Portuguesa, muito menos tive acesso ao original em sueco, que na realidade não me serviria pra nada, ou a edição em inglês. Mas achei algumas construções realmente estranhas. Porém, nada disso muda o conteúdo da história ou influencia no entendimento da mesma.

Em resumo, é um excelente policial que mescla momentos onde sentimos o coração bater mais forte com excelentes narrativas de ação, com outros onde é possível temer pela nossa própria segurança. Mais que recomendo pra quem gosta do gênero, e recomendo mais ainda pra quem nunca leu nenhum policial. Mal posso esperar pra ler a continuação.

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29 julho, 2015

Divulgação DarkSide Books

Fantasia, terror, suspense e livros de excelente qualidade é o que a DarkSide Books vai trazer nos próximos lançamentos. Preparem-se!

Social Killers - Amigos Virtuais, Assassinos Reais

Você realmente conhece todas aquelas pessoas listadas como seus amigos? Se o velho ditado “quem vê cara não vê coração” for mesmo verdade, o que se pode dizer sobre todos aqueles avatares sorridentes que você adicionou? A realidade, ainda que virtual, pode ser bem mais assustadora que a ficção. Enquanto um vampiro precisaria ser convidado para entrar, um psicopata on-line não vai perder a oportunidade de entrar quando encontra janelas abertas. Cuidado com o que você curte. Social Killers – Amigos Virtuais, Assassinos Reais é um livro assustadoramente verdadeiro. Os autores, reúnem alguns dos casos mais angustiantes de criminosos que usaram as redes sociais para se aproximar de suas vítimas. E ainda ensinam dicas de segurança. O livro é um alerta para todos nós, que passamos tanto tempo conectados. 

Imagem retirada da Amazon
JJ Slate nasceu em Massachusetts e sempre foi fascinada por histórias de crimes reais. Seu primeiro livro sobre o tema, Missing Wives, Missing Lives (2014), compila casos reais de esposas desaparecidas. Social Killers, escrito com RJ Parker, destaca casos de assassinos que utilizaram as redes sociais para localizar e atrair suas vítimas.

Imagem retirada da Amazon
RJ Parker é formado pelo Canadian Institute of Management. Autor premiado e best-seller de livros sobre crimes reais, especialista em serial killers. Já escreveu 15 livros sobre o assunto, publicados em mais de 80 países. Sua editora, a RJ Parker Publishing, Inc., publica diversos autores e livros sobre o tema.


Trilogia The Game - Volume 1 

É só um jogo. Isso é o que pensa Henrik “HP” Peterson, protagonista da Trilogia The Game, ao aceitar um convite anônimo, via celular, para participar de missões inusitadas pelas ruas de Estocolmo. Mas a cada tarefa cumprida, e devidamente compartilhada na rede, ele tem a sensação de que a brincadeira está ficando séria demais. Será paranoia? Ou será que HP está realmente caindo numa poderosa rede de intrigas, com conexões que poderiam chegar aos responsáveis pelo assassinato do primeiro ministro sueco em 1986 ou até mesmo aos ataques do 11 de setembro? Quem afinal está por trás desse JOGO? Você tem coragem de investigar? Fenômeno em diversos países, o livro é surpreendente, divertido e assustador na medida certa. Um thriller dos tempos de hoje, onde tudo o que acontece numa tela touchscreen já não pode mais ser considerado virtual.

Anders de la Motte foi oficial de polícia e diretor de segurança de uma das maiores companhias de TI do planeta. E, assim como fez Stieg Larsson com sua trilogia Millenium, está trazendo de volta a atenção do mundo para a tradicional literatura da Suécia. Ele escreve em ritmo acelerado, misturando humor, suspense e comentários sobre informática e mídias sociais. Seu texto é selvagem e repleto de referências à cultura pop. 

Warriors - Os Selvagens da Noite

No livro, os guerreiros em questão são membros dos Dominators de Coney Island, acusados, injustamente, pelo assassinato do líder que tentava unificar as gangues. Jurados de morte, os Dominators não têm outra alternativa além de fugir, atravessando territórios inimigos sem nunca saber em que beco sombrio a Morte se esconde. Inspirado nos então chamados delinquentes juvenis que Sol Yurick conheceu de perto ao trabalhar como assistente social, os personagens são anti-heróis de carne e osso, capazes de atos de bravura e covardia com igual intensidade. Um retrato fiel dos conflitos de jovens à margem da lei durante uma época de contestação social, conflitos raciais e revoluções criativas. Dos hippies ao hip-hop. De Tarantino à Armação Ilimitada. O cinema, os games, a música, a moda e a street art beberam dessa mesma fonte. É hora dos guerreiros originais reconquistarem seu território na cultura pop. Leia The Warriors e descubra por que esse romance, escrito há cinquenta anos, continua mais atual do que nunca.

Imagem retirada do site Sol Yurick
Sol Yurick tinha apenas 4 anos de idade quando a crise da bolsa de Nova York levou os Estados Unidos, e boa parte do mundo, à chamada Grande Depressão, em 1929. Ele serviu na Segunda Guerra Mundial e mais tarde trabalhou como assistente social. Para escrever seu romance de estreia, The Warriors, Yurick se inspirou no épico Anábase, de Xenofonte (Grécia, século III a.C.), além de suas próprias experiências nos guetos mais pobres de Nova York.
 Os Senhores dos Dinossauros

Paraíso é um mundo em expansão diversificada e muitas vezes brutal, criado pelos oito Criadores, que o usam para jogar seus jogos de paixão e poder. Homens, mulheres e animais vivem em Paraíso, porém dinossauros predominam: animais selvagens, monstros, bestas para carga de guerra. Colossais herbívoros como o Braquiossauro, aterrorizantes comedores de carne como Allosaurus, e o mais temido de todos, Tyrannosaurus Rex. Lagartos gigantes nadam em mares quentes. Aves (algumas com dentes) compartilham o céu com répteis voadores que variam desde o tamanho de um morcego a majestosos e mortais dragões.
Assim, mergulhamos no esplêndido e estranho mundo de Victor Milán em  Os Senhores dos Dinossauros, um lugar que para todos os efeitos lembra a Europa do século XIV com as suas rivalidades dinásticas, guerras religiosas e política bizantina ... exceto as armas de escolha que são dinossauros. Durante o curso de uma batalhas épica, o mercenário enigmático Senhor Karyl Bogomirsky é derrotado por traição e deixado para morrer. Ele acorda, nu, ferido e parcialmente sem memória, e embarca em uma viagem que vai agitar o seu mundo. (Tradução livre feita a partir do texto encontrado no site do autor http://victormilan.com/ .)

Imagem retirada da Amazon
Victor Milán nasceu em 1954 e já escreveu mais de 100 obras, onde alterna temas de fantasia medieval e ficção científica. Já escreveu livros da série Star Trek (From the Depths) e novelizações de franquias de jogos de RPG como Battletech, Forgoten Realms, Mechwarriors, The Cibernetic Samurai e The Cibernetic Shogun, esses últimos são livros que misturam o ciberpunk com a tradição dos samurais.  Milán também participa da série Wild Cards (informações retiradas do site do autor).

Ufa! Só tem coisa boa vindo por aí. Agora é arranjar um lugarzinho na estante pra essas maravilhas.